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PS vai a votos esta sexta-feira

FOTO: Nuno Santos Ferreira
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Rodolfo Andrade e mais nenhum candidato. Às eleições internas da Comissão Política Concelhia (CPC) do Partido Socialista de S. João da Madeira, que têm lugar na sede da estrutura local amanhã, dia 19, entre as 18h00 e as 23h00, só concorre uma lista encabeçada pelo atual presidente. E esta, segundo o que o próprio afirmou ao labor, é “a melhor lista [candidata] à Comissão Política Concelhia que tenho memória”.
O também líder da bancada socialista na Assembleia Municipal quis “dotar a ‘sua’ lista de elementos com experiência política, disponibilidade, tentando equilibrar entre membros com vários anos de militância e militantes recentes com o objetivo de permitir aos mais novos a participação ativa em órgãos do partido”. E, por isso, entre os 21 membros efetivos e 13 suplentes que fazem parte da equipa estão Pedro Silva, Leonardo Martins, Rita Pereira, João Carlos Silva, José Nuno Vieira, José Carlos Fonseca, Marisa Brandão, Sandra Oliveira, Paulo Silva, etc..
Ainda ontem, quarta-feira, Rodolfo Andrade fez a apresentação da sua candidatura aos militantes, tendo falado, entre outros assuntos, do que pensa concretizar nos próximos dois anos. O programa que se propõe cumprir divide-se em três áreas: “foro interno”, “foro externo” e “atos eleitorais”.
A nível interno, “apresentarei medidas concretas para uma maior dinamização interna do partido, abertura aos militantes, reforço da estrutura, etc., como, por exemplo, “um maior número de assembleias-gerais de militantes, dinamização da sede e atualização constante dos dados dos militantes”.
No campo externo, o trabalho a desenvolver passa por “coordenar a ligação do partido à sociedade e aos órgãos autárquicos eleitos, acompanhar a atividade política dos autarcas, acompanhar os problemas dos cidadãos e instituições e reforçar o papel do partido na sociedade”.
A propósito de atos eleitorais, a CPC tem em vista a preparação e dinamização das eleições europeias e legislativas que vão ocorrer em 2019.

Último mandato “foi dos melhores de que há memória”
Em declarações exclusivas ao jornal, o candidato garantiu que “o Partido Socialista [em S. João da Madeira] vive uma fase muito positiva, fruto do excelente trabalho feito nos últimos anos e que culminou com a sua vitória absolutíssima em todos os órgãos autárquicos nas últimas eleições autárquicas”. Além disso, o facto de, “em processo eleitoral interno”, ter sido equacionada a possibilidade de ser apresentada, pelo menos, uma outra lista concorrente que depois não chegou a acontecer traduz, em seu entender, “a confiança e o reconhecimento por parte da maioria dos militantes no trabalho que veio sendo feito até então pela atual comissão política e pelo atual secretariado”.
Fazendo o balanço da “parte” do mandato em que esteve à frente da CPC depois de Luís Ferreira se ter demitido, o jovem empresário sanjoanense disse que “arriscaria até a dizer que foi dos melhores de que há memória”, “ainda que com a perspetiva de que muito há para fazer no futuro”.
“Se dúvidas houvesse bastaria analisar os resultados eleitorais. Mas o nosso balanço não é feito apenas pelas eleições autárquicas”, argumentou, acrescentando que “toda a atividade do partido foi sendo altamente positiva”. Senão vejamos: “recuperámos a confiança junto de várias instituições sanjoanenses e junto de um eleitorado que há muito não confiava no PS; reforçámos as visitas às várias associações e equipamentos; tomámos conhecimento dos reais problemas da cidade e dos sanjoanenses; marcámos a agenda política com várias atividades e posições relativamente a assuntos de elevada importância - caso, por exemplo, da redução da taxa de IMI no concelho, para o ano de 2017, sob proposta do Partido Socialista, acatada pelo anterior executivo”.
Mas há mais: “reaproximámos militantes que há muito se haviam afastado do partido, aumentámos o número de militantes [que neste momento rondam os 230], organizámos a situação financeira da estrutura e reaproximámos o partido dos militantes de base”.

“PS é um partido que não fecha as portas a ninguém”
Sobre Ademar Silva, que chegou a admitir candidatar-se caso tivesse apoio, e as suas afirmações ao labor que vieram a público nas duas edições anteriores, “confesso que não tenho muito a dizer”. Nunca fui contactado nem nunca tive qualquer conversa com o mesmo e, nesse sentido, não me cabe a mim fazer qualquer julgamento”, referiu Rodolfo Andrade.
No entanto, não deixou de “dar uma alfinetada” ao que esteve para ser seu adversário: “afirmar que ‘não há discussão’ ou que o partido está ‘absolutamente acomodado’ demonstra um total desconhecimento da atividade do partido, o que não me espanta tendo em conta que o Sr. Ademar há muito que se afastou das lides partidárias, tendo virado por completo as costas ao partido. Não participou nas últimas campanhas (autárquicas ou outras), não esteve presente em praticamente nenhuma comissão política da qual fazia parte e nunca participou em qualquer atividade do partido”.
De qualquer modo, “o PS é um partido que não fecha as portas a ninguém e está sempre disponível para o contributo de todos os militantes”, rematou.

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