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Município assina protocolo com a CIG

FOTO: Gisélia Nunes
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Tendo em vista a promoção da igualdade de género no concelho

A Câmara Municipal de S. João da Madeira celebrou ontem, quarta-feira, um protocolo com a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género, (CIG) no âmbito de uma cerimónia que teve lugar no Museu da Chapelaria. E com isto acaba de dar um segundo “passo” no sentido de “pugnar por políticas de igualdade”, conforme disse na ocasião o presidente da autarquia, para quem “esta é uma questão absolutamente fundamental e prioritária”.
Aliás, Jorge Sequeira afirmou mesmo que aquela sessão representava “um marco importante na atividade do Município”, uma vez que “assinala o nosso compromisso” em matéria de “políticas de respeito pelos direitos humanos”
Recorde-se que o primeiro passo foi dado ainda em 2017, pouco tempo depois do novo executivo ter tomado posse, com a nomeação da vereadora de Ação Social, Paula Gaio, como conselheira local para a igualdade.
Mas, de acordo com o edil sanjoanense, “há muito caminho” para percorrer. Não houvesse ainda, por exemplo, “uma diferença calamitosa salarial entre homens e mulheres” ou não continuassem a morrer dezenas mulheres vítimas de violência doméstica todos os anos. Ainda “há um ‘caldo’ de cultura em Portugal que fomenta a supremacia do homem”, lamentou, acrescentando que, tendo em vista contrariar a dita “supremacia”, “vamos tentar implementar o que está previsto no protocolo”.
Por falar em protocolo, a sua assinatura, num “edifício que representa um pouco da desigualdade género” de outrora, tem em consideração, designadamente, que as autarquias locais, pela sua proximidade com as populações, se configuram como impulsionadoras e agentes de desenvolvimento e se apresentam, por isso, como entidades privilegiadas para a concretização de ações e medidas que tenham como objetivo a promoção da política de igualdade de género e de oportunidades.

“Gap salarial” no nosso país situa-se nos 17%
Em nome da CIG, estiveram presentes Rosa Oliveira, técnica superior da CIG - Porto, e também Manuel Albano. Coube, aliás, ao diretor de serviços da Delegação Norte não só assinar o acordo de cooperação, mas também proferir algumas palavras.
Em S. João da Madeira, o responsável defendeu que “o protocolo não deve ficar confinado às quatro paredes do edifício municipal”, devendo, em seu entender, estender-se “a todo o tecido” - leia-se às áreas do desporto, cultura, etc..
Ainda na altura, Manuel Albano chamou a atenção para o facto de em Portugal “o gap salarial entre homens e mulheres situar-se nos 17%”, algo que não pode continuar a acontecer. “Não podemos continuar a admitir que para tarefas iguais existam salários diferentes”, vincou, dando nota ainda que “as políticas autárquicas devem ter um papel fundamental na mudança de paradigma”

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