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162 pessoas participaram nas “Rotas das Experiências”

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Turismo Industrial “vale mesmo muito a pena”

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162 pessoas participaram nas “Rotas das Experiências”

O projeto piloto Turismo Industrial Criativo realizou-se na semana passada um pouco por todo o lado em S. João da Madeira.
A “Rota das Experiências” envolveu isso mesmo experiências relacionadas com as áreas da indústria, criatividade, arte, gastronomia e ambiente.
Os 162 participantes tiveram a oportunidade de contactar com o meio ambiente nas experiências “Macroinvertebrados do Rio Ul”, “Árvores do Parque do Rio Ul” e “Pão de Urtiga”. A experiência “Pasteleiro Criativo” na pastelaria Massapão permitiu conhecer e aprender todo o processo de criação de doces em forma de chapéu e de sapato alusivos a S. João da Madeira. Por sua vez, o workshop de Feltragem de Chapéus proporcionou a cada um dos participantes a oportunidade de construir o seu próprio chapéu no Museu da Chapelaria.
O contacto com a indústria aconteceu na Viarco com a experiência “Das mãos nasce o lápis” e na Bulhosas com a experiência “Serigrafar por um dia”.
E foi precisamente nesta última experiência mencionada em que o nosso jornal esteve presente e acompanhou do início até ao fim. Os participantes foram recebidos nas instalações da Bulhosas Irmãos onde ficaram a conhecer toda a história desta família e desta empresa dirigida aos ramos das artes gráficas e da injeção de plásticos e criada há oito décadas com sede em S. João da Madeira. A empresa familiar gerida pela terceira geração serve os setores de atividade alimentar, vinhos, cosmética, química, calçado, confeções e etiquetas de segurança. Os tempos mudam e as necessidades dos clientes também. Por esta razão, a Bulhosas afirmou-se como fabricante de etiquetas em bobine (autocolante, plástico, cartolina) e de rótulos em folha (papel, plástico e cartolina), recorrendo a sistemas integrados de impressão como offset, serigrafia, flexografia, tipografia, digital, estampagem a quente, tampografia e alta frequência.
Os participantes puderam ver alguns exemplares dos trabalhos desenvolvidos pela empresa. A cada um deles também foi dado um dossiê com a explicação de como poderiam serigrafar na sala de aula, aos alunos do curso de Artes Visuais da Escola Secundária Dr. Serafim Leite em particular, e em casa aos participantes em geral. Dada toda a teoria, era hora de passar à prática. Os participantes acompanharam as diferentes fases do processo de serigrafia e levaram consigo o exemplar que fizeram com o logotipo da empresa Bulhosas. A experiência “Serigrafar por um dia” terminou com uma visita à empresa sanjoanense.

“É interessante podermos visitar este tipo de trabalho”
O projeto Turismo Industrial Criativo chegou a Mariana Martins, 38 anos, diretora de operações numa empresa, através da página da rede social Facebook do Turismo Industrial que costuma consultar frequentemente para estar a par das suas iniciativas.
A jovem participou na “Rota das Experiências” do pão de urtiga, da pastelaria criativa e da serigrafia.
A confeção do Pão de Urtiga foi “muito engraçada” ao envolver os alunos da EB1 dos Condes, a Padaria Camponesa e um grupo sénior da Santa Casa da Misericórdia, revelou Mariana Martins.
Esta foi “uma forma de dar a conhecer outro tipo de utilização da urtiga porque toda a gente lhe dá uma conotação muito negativa e afinal tem muitos benefícios também”, explicou a jovem ao labor.
A experiência “Pasteleiro Criativo” também foi “muito divertida”, os colaboradores são “extremamente simpáticos e ensinaram-nos a fazer os húngaros que personalizaram de acordo com S. João da Madeira”, contou Mariana Martins.
A produção destes doces em forma de chapéu, de sapato e de coelho também alusivo à chapelaria é “muito mais artesanal do que eu pensava. É interessante podermos visitar este tipo de trabalho, ficarmos a perceber o que está por trás de objetos e alimentos tão simples como este”, assumiu a jovem ao labor.
Mariana Martins não está ligada às artes, mas mesmo assim achou “muito interessante” a experiência de “Serigrafar por um dia”. “É mesmo conhecer o que está por trás de uma imagem que encontramos em qualquer sítio, um autocolante, um poster...É precisamente isso que torna os projetos interessantes...as pessoas perceberem como funciona e como usar e aplicar no dia a dia”, explicou a jovem.
O projeto do Turismo Industrial, incluindo o Turismo Industrial Criativo, “vale mesmo muito a pena. Pelo dar a conhecer a indústria, pela interação com a comunidade local. Acho muito interessante”, considerou Mariana Martins ao labor.

“Isto tem futuro”
O Turismo Industrial Criativo é um dos quatro projetos piloto da região Norte do projeto Creatour que visa desenvolver turismo criativo em cidades de pequena dimensão ou rurais e em cidades urbanas. Sem saber, a segunda pessoa com quem falámos foi Ricardo Gois, de 28 anos, investigador na Universidade do Minho que integra o Creatour e estava na experiência “Serigrafar por um dia”.
“Estou nestas atividades a observar, fazer registo fotográfico a ver como correm todas estas atividades criativas”, afirmou Ricardo Gois ao labor.
Até aquele preciso momento, todas as atividades correram “muito bem. Acho que há uma boa cooperação entre os participantes, a organização, os próprios parceiros. Acho que o conceito foi bem trabalhado e está bem consolidado”, considerou o investigador.
A seguir quisemos saber se de todas as experiências que tinha observado, achava que que é um projeto a continuar. “Acho que sim. Isto tem futuro”, admitiu Ricardo Gois.
Acerca do Turismo Industrial “já tinha ouvido falar, mas in loco só agora”, revelou o investigador que estava a visitar a cidade sanjoanense pela primeira vez.
A experiência “Serigrafar por um dia” foi “interessante” para Gabriela Oliveira, de 17 anos, aluna do curso de Artes Visuais da “Serafim Leite”, porque “agora vamos poder usar (esta técnica) em algumas disciplinas de oficina de artes e em alguns projetos”.
O Turismo Industrial é “uma ideia interessante porque conhecemos as fábricas, mas acabamos por nunca saber como é que funcionam por dentro. Por isso, é uma experiência positiva”, concluiu Gabriela Oliveira ao labor.
As experiências “Descasque de plantas invasoras” e “Museólogo por um dia” e o workshop “As minhas primeiras sandálias” não se realizaram por falta de número mínimo de inscritos, confirmou o Turismo Industrial.


Mark Benham esteve em S. João da Madeira
As empresas sanjoanenses Viarco, Fepsa e Evereste, ligadas à produção de lápis, à chapelaria e ao calçado, respetivamente, foram visitadas recentemente pelo conceituado fotografo inglês Mark Benham.
As imagens captadas serão incluídas num trabalho documental sobre estas empresas sanjoanenses parceiras do Turismo Industrial.

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