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Falecimento de Gabriel Dias deixa ADS mais pobre

Foto: Rui Leal
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O percurso que Gabriel Dias começou na Sanjoanense há quase 40 anos, dedicando grande parte da sua vida ao basquetebol alvinegro, terminou no passado dia 16. O técnico de equipamentos da equipa sénior faleceu aos 78 anos de idade deixando o clube mais pobre. “É uma perda irreparável para a Sanjoanense e para o basquetebol em particular”, sublinha Carlos Borges, vice-presidente alvinegro e responsável pela secção. “Com uma dedicação de mais de 30 anos à modalidade, sem esperar nada em troca, o senhor Gabriel assumiu um papel importante, com competência, responsabilidade e muita dedicação e generosidade. Era único no que fazia”, acrescenta o dirigente.
Abalado pela partida de um homem que define como amigo, Carlos Borges confessa ter sido “um privilégio” trabalhar com Gabriel Dias durante vários anos. “Era um apaixonado pelo basquetebol, respeitado por todos porque, de facto, era um homem de afetos”, recorda o dirigente, que agora, mais do que nunca, espera ver concretizada a subida de divisão da equipa sénior. “Era um desejo do senhor Gabriel, que tanto contribuiu para esse objetivo. Essa seria a melhor forma de homenagear e honrar a sua memória”, concluiu.
Sublinhando a “cordialidade, dignidade e espírito de sacrifício em prol de um clube, duma cidade e duma modalidade”, Luís Vargas, presidente da Associação Desportiva Sanjoanense, recorda o homem que define como “um exemplo”. “Vivia a sofria como ninguém as derrotas de todo o clube. Para ele a ADS era a segunda casa, senão a primeira”, refere o dirigente. “Zelava pelos equipamentos dos atletas até altas horas da madrugada. Para ela a apresentação das equipas era condição imperiosa, nem que para isso tivesse de abdicar do conforto familiar”, acrescenta. “Convivi com ele cerca de 20 anos, enquanto atleta, treinador, dirigente, sempre com uma correção digna de grandes homens. Tinha uma disponibilidade imensa que pontualmente transcendia a modalidade que amava. Primava pela simplicidade e humildade, mas era exigente consigo próprio e com os outros, em especial com os seccionistas”, relembra o dirigentes, destacando a colaboração que também prestava ao hóquei, ginástica e andebol.
No aspeto desportivo Luís Vargas relembra que Gabriel Dias “esteve presente em quase todos os momentos altos do basquetebol sanjoanense, como as subidas e títulos das equipas seniores na década de 80, assim como os títulos nacionais das equipas de formação de 2004 a 2010”. “Foi e será sempre o embaixador do basquetebol sanjoanense, a partir de agora de uma forma diferente”, concluiu.

Internacional A Inês Viana
“Irei jogar e ganhar tudo o que conseguir”

A “partida” de Gabriel Dias não deixou ninguém indiferente. A atleta da Seleção Nacional Feminina Inês Viana, formada nas escolas de basquetebol da Associação Desportiva Sanjoanense, e que agora representa o Quinta dos Lombos, não esconde a consternação. “Não sei como me expressar neste momento. Foi embora sem dar oportunidade de me despedir e tinha tanta coisa para contar. Sei como ia adorar partilhar comigo o bom momento que estou a atravessar na minha carreira. A sua paixão pelo basquetebol fez-me acreditar que, realmente, podemos sonhar e que com dedicação e trabalho tudo é possível. Ajudou-me a crescer nesta, ainda, pequena ‘viagem’ e, garanto, que por si irei jogar e ganhar tudo o que conseguir. Nunca me esquecerei de si, do meu senhor Gabriel, e sempre que olhar para o céu sei que estará lá uma estrelinha a cuidar de mim”.

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